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Registo de autoridade
Henrique Sommer
HdS · Pessoa singular · 29/01/1886 - 28/03/1944

Descendente de uma família alemã radicada em Portugal, cresceu numa quinta situada nos Anjos, urbanizada pelo avô, o barão Heinrich de Sommer, quando se fixou em Lisboa. A proximidade da família, rodeado de tios e primos, foi um factor importante na formação da sua personalidade. Ligado ao comércio de ferro, através da Casa Sommer & Cia., criada pela família em meados do século XIX, ficaria conhecido como o pai da indústria cimenteira em Portugal.
Com efeito, o grande projeto de Sommer foi o de ter fundado em 1919 a Empreza de Cimentos de Leiria, com fábrica situada na Maceira, cuja instalação contou com o apoio técnico de José Osório Rocha e Mello, um engenheiro civil formado em Lausanne.

Fonte: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_de_Sommer">Wikipedia</a>

Pedro Queiroz Pereira
PQP · Pessoa singular · 05/03/1949 -18/08/2018

Exerceu funções em várias sociedades controladas pela família Queiroz Pereira, com interesses no sector imobiliário, hotelaria, agricultura, energias renováveis, automóvel, e artefactos e pré-fabricados de cimento[3]. Foi membro do Conselho de Administração do Hotel Ritz e do Banco Espírito Santo. Em 1995 expandiu os interesses da família Queiroz Pereira para a indústria cimenteira, com a aquisição da Secil e, posteriormente, para a indústria do papel, com a aquisição de 30% da Portucel, empresas onde exerceu funções como presidente do Conselho de Administração; acumulando com o de presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Semapa.

Joaquim do Vale Cabral
JdVC · Pessoa singular · 1884 - 1961

Nasceu no Porto a 03/12/1884, filho de Constantino do Vale Coelho Pereira Cabral e de D. Sofia Baldaque Pinto de Fonseca. Foi Presidente do Club Portuense, Tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia do Porto e administrador do Caminho de Ferro do Porto à Póvoa e Famalicão. Recebeu a Medalha de Ouro da Legião Portuguesa e os títulos de Comendador da Ordem de Cristo e de Fidalgo de Cavaleiro da Casa Real. Casou no Porto com D. Isabel da Pita Malheiro Marinho Falcão de Castro, vindo morar para a Casa de Juzam, aqui falecendo em 05/04/1961. in "A Terra de Leovigildo"

Luísa Vale Cabral
LVC · Pessoa singular · 19?? -
Fernanda Ribeiro
FERIB · Pessoa singular · 23/07/1969 -

O seu primeiro sucesso ocorreu aos 13 anos, no Campeonato português júnior de cross . Anteriormente, aos 10 anos, Fernanda Ribeiro tinha já participado numa meia-maratona.
Em 1987 foi campeã europeia de juniores nos 3000 metros. No ano seguinte, correndo a mesma distância, sagrou-se vice-campeã do mundo.
No ano de 1995 Fernanda Ribeiro foi a grande figura feminina no atletismo. Primeiro, bateu o recorde mundial de 5000 metros, na Bélgica. O recorde pertencia à norueguesa Ingrid Kristiansen e durava há nove anos. Sagrou-se depois campeã mundial dos 10 000 metros e vice-campeã de 5000 metros, em Atlanta, em provas em que deu uma demonstração categórica das suas potencialidades.
O ano de 1996 ficou marcado pela conquista de uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, na distância de 10 000 metros.
Em 1997, Fernanda Ribeiro participou nos Campeonatos do Mundo de Atenas, onde, com enorme determinação (mais uma vez em provas realizadas em dias sucessivos), amealhou mais duas medalhas. Nos 10 000 metros ganhou a medalha de prata e nos 5000 metros ganhou a medalha de bronze.
Em 2000, nos Jogos Olímpicos de Sidney, conquistou a medalha de Bronze nos 10 000 metros, tendo batido o recorde nacional da modalidade, ficando atrás de Derartu Tulu, que bateu o recorde olímpico, e de Gete Wami, que conquistou o segundo lugar.

Elísio de Matos
ELdMA · Pessoa singular · 19?? -
João Soares
JSOARES · Pessoa singular · 29/08/1949 -

Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, tendo sido por várias vezes expulso da instituição por motivos políticos, uma vez que se encontrava empenhado na oposição ao Estado Novo.
Desempenhou diversos cargos de relevo no Partido Socialista: foi membro da Comissão Nacional e da Comissão Política (1987-1991), e depois membro do Secretariado Nacional (1991-1996).
Tem ainda exercido funções institucionais em diversos órgãos de soberania. Foi deputado à Assembleia da República entre 1987 e 1989. Dedicando-se depois à política autárquica, foi o vereador responsável pelos pelouros da Cultura, Espaços Verdes, Conservação e Obras Diversas (1989-1995) da Câmara Municipal de Lisboa. Foi eleito deputado ao Parlamento Europeu (1994-1995). Em 1995, altura em que Jorge Sampaio se candidatou à Presidência da República, assumiu a presidência da edilidade lisboeta. Venceu as eleições autárquicas de 1997, à frente da coligação de esquerda em que estava integrado desde 1989. Recandidatou-se ao cargo em 2001 mas perdeu o lugar para Santana Lopes.
Em julho de 2004, após a demissão de Ferro Rodrigues do cargo de secretário-geral do PS (por insatisfação relacionada com a decisão do presidente Jorge Sampaio de nomear um novo Governo Constitucional, o XVI, em substituição do XV de Durão Barroso - entretanto convidado a apresentar a sua candidatura a presidente da Comissão Europeia), decidiu apresentar a sua candidatura à liderança do partido, posicionando-se como um candidato da fação conservadora do Partido Socialista. As eleições, que decorreram a 24 e 25 de setembro de 2004, deram, no entanto, a vitória a José Sócrates, tendo João Soares obtido cerca de 4% dos votos.

Fernando Gomes
FERGOM · Pessoa singular · 1946 -

Licenciou-se em Economia. Como membro do Partido Socialista, foi eleito deputado à Assembleia da República em todas as eleições realizadas a partir de 1979, pelo círculo eleitoral do Porto. Entre 1974 e 1981 foi presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde. Desempenhou de seguida o cargo de vice-presidente do Conselho Nacional do Plano (1981-1983) e foi secretário de Estado da Habitação e Urbanismo no IX Governo Constitucional (1983-1985).
Eleito deputado ao Parlamento Europeu em 1986, foi o responsável pelo relatório sobre a reforma dos fundos estruturais e pelo relatório sobre a dimensão social do mercado interno. Ocupou o lugar de presidente da Comissão dos Assuntos Sociais e do Emprego e foi vice-presidente do grupo socialista do Parlamento Europeu.
Em 1989 foi eleito para a presidência da Câmara Municipal do Porto, cargo para o qual conseguiu a reeleição, com larga maioria, em 1993 e 1997. É membro do Conselho de Estado, vice-presidente do Comité das Regiões da União Europeia e presidente da Comissão de Coesão Económica e Social do mesmo comité.
Em 1999 foi nomeado Ministro da Administração Interna do XIV Governo Constitucional, cargo que manteve durante cerca de um ano, até setembro de 2000, altura em que foi substituido por Nuno Severiano Teixeira.
Renovou a sua candidatura à presidência da Câmara do Porto nas eleições autárquicas realizadas a 16 de dezembro de 2001 mas perdeu o lugar para Rui Rio, o candidato do PSD.

Michael O'Sullivan
MOS · Pessoa singular · 19?? -
Pedro Ramos
PR · Pessoa singular · 19?? -
Miguel Cadilhe
MIGCAD · Pessoa singular · 10/11/1940 -

Estudou na Faculdade de Economia do Porto, onde concluiu, em 1968, a licenciatura com uma média final de 20 valores. Ainda nesse ano, começou a exercer a atividade de docente na faculdade onde estudou, por lá se mantendo até 1975. Entretanto, em 1973, Cadilhe passou a trabalhar também no Banco Português do Atlântico (BPA), começando simultaneamente a ganhar reputação como consultor financeiro.
Em 1976, depois de desistir da docência, passou a dirigir o Gabinete de Estudos Económicos do BPA, função que desempenhou até 1985.
Entre 1977 e 1979, em simultâneo com a carreira no banco, regressou à docência na Faculdade de Economia do Porto, o mesmo acontecendo em 1984 e 1985.
Entretanto, entre janeiro e dezembro de 1980, teve a sua primeira experiência governamental ao ser secretário de Estado do Planeamento do VI Governo Constitucional, liderado pelo social-democrata Francisco Sá Carneiro.
Regressou ao Governo em 1985, pela mão do Primeiro-Ministro social-democrata Aníbal Cavaco Silva, para ocupar o cargo de ministro das Finanças. Logo nesse ano, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito de Portugal e, em 1986, com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul do Brasil.
Miguel Cadilhe foi ministro das Finanças até 1990 e durante este tempo passou por alguns períodos conturbados, tendo sido envolvido num caso de alegada fuga ao pagamento do imposto de Sisa.
Quando abandonou o governo em 1990 regressou ao BPA, tendo presidido a várias empresas do grupo até 1992, ano em que passou a presidente do grupo Banco Fomento Exterior (BFE). Ainda nesse ano, foi eleito "o economista do ano" pela Associação Portuguesa de Economistas.
Manteve-se na presidência do BFE até 1997, para então voltar ao BPA como membro do Conselho de Administração. Cadilhe manteve sempre, desde 1973, a sua ligação ao BPA, que, entretanto, fora absorvido pelo Banco Comercial Português (BCP) em 1996.
O ex-ministro passou então a administrador do BCP e de várias empresas do grupo.
Em finais de 2002, passou a liderar a então criada Associação Portuguesa para o Investimento (API) a convite do governo social-democrata de Durão Barroso. A API foi fundada para facilitar e promover o investimento em Portugal de modo a criar riqueza e gerar emprego.

José Maria Pereira Gens
JMPG · Pessoa singular · 19?? - ??

< 24 de Marco 1923 - Médico no Posto Médico da E.C.L.
25 de Maio 1962 - Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique

Luís Valente de Oliveira
LVdO · Pessoa singular · 1937 -

Licenciou-se em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1961.
Em 1973, prestou provas e obteve o grau de Doutor em Engenharia Civil pela mesma Universidade.
Frequentou, na Haia (Holanda) o Institute of Social Studies onde obteve, em 1969, o Diploma de Planeamento do Desenvolvimento Regional. Estudou, em Londres, no Imperial College, da Universidade de Londres, onde obteve, em 1971 o grau de Master of Science em Planeamento de Transportes.
Fez concurso para Professor Extraordinário da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em 1975. Foi, desde 1980 até 1997, Professor Catedrático da mesma Faculdade com responsabilidade sobre as cadeiras de Planeamento do Território, Planeamento dos Transportes e Planeamento do Desenvolvimento Regional.
Paralelamente à carreira académica, foi Director do Gabinete Técnico da Comissão de Planeamento da Região do Norte, de 1973 a 1975. Ficou encarregado da Gestão da Comissão entre 1975 e 1978.
De 1979 a 1985 foi Presidente da Comissão de Coordenação da Região do Norte.
Exerceu as funções de Ministro da Educação e Investigação Científica entre 1978 e 1979. Voltou ao Governo em 1985, tendo sido Ministro do Planeamento e Administração do Território até 1995. Foi de 2002 a 2003 Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação.
Foi fundador e primeiro presidente eleito da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da União Europeia. Foi, ainda, Presidente do Conselho Científico da mesma Conferência.
Foi representante do Governo Português e perito, a título individual, em diversas comissões técnicas da OCDE e do Conselho da Europa.
Foi responsável pela preparação e pela negociação, junto do Banco Mundial, do Programa de Desenvolvimento Integrado de Trás-os-Montes e Alto-Douro e, posteriormente, pela sua execução.
É condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (Portugal - 2004), com a Grã-Cruz da Ordem do Infante (Portugal – 1980), com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil – 1987) e com a Grã-Cruz da Ordem de Honra (Grécia – 2002) e com o grau de Comendador da Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa de Portugal (Portugal – 2002) e Chevalier de la Légion d’Honneur (France - 2008).
É Membro da Academia de Engenharia. É Membro - Conselheiro da Ordem dos Engenheiros. Foi Vice-Presidente da Associação Empresarial de Portugal, Vice-Presidente do Conselho Geral da Escola de Gestão do Porto, Administrador não-executivo do Parque Expo, S.A., vogal da Direcção da Fundação D. Manuel II, Presidente da Direcção da AEC-FEUP – Associação dos Antigos Alunos de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Vogal do CES – Conselho Económico e Social, membro do Conselho Superior da Fundação Ilídio Pinho, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da NQ – Energia, SA., Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Banco Comercial Português, membro do Conselho de Administração da Fundação de Serralves e Administrador Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.
É Presidente do Conselho de Fundadores da Casa da Música.
Publicou mais de duas dezenas de livros e mais de duas centenas de artigos sobre matérias da sua especialidade académica ou da sua responsabilidade política. Entre os livros referem-se os seguintes títulos: “Esquemas Teóricos e Modelos de Estruturas Espaciais Urbanas”; “Bloco de Notas sobre o muito que devemos fazer para preparar o futuro”; “Regionalização”; “Desenvolvimento e Administração do Território”, “Discursos”, etc.

Vítor Ramalho
VIRAM · Pessoa singular · 1948 -

Licenciado em Direito, pela Faculdade Clássica da Universidade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Conhecedor da realidade dos países de expressão portuguesa, já desempenhou diversos cargos, como Secretário de Estado do Trabalho, consultor da Casa Civil do Presidente da Republica, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Angola, presidente da 11.ª Comissão da Assembleia da República e Presidente do Núcleo Nacional do Fórum dos Parlamentares de Língua Portuguesa, presidente da INATEL, presidente de várias Associações Lusófonas, coorganizador do I congresso dos Quadros Angolanos no Exterior, vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa (1969).
Atualmente é, também, uma das 5 personalidades de Reconhecido Mérito do Conselho Económico e Social (CES).

Franklin Henriques da Cunha
FHdC · Pessoa singular · 13/03/1922 - 20/08/1974

Entrou para o Seminário Diocesano de Leiria no ano de 1933 e foi ordenado padre em 1944. Começou na sua terra natal e depois foi pároco na paróquia de Pataias para onde foi no dia 19 de Janeiro de 1945 e onde se manteve durante dezoito anos até ao ano de 1963. Antes de vir para a Vieira de Leiria, foi nomeado capelão das Forças Armadas em África.
Por todos os lugares por onde passou deixou obra feita. A comprová-lo estão as homenagens que os paroquianos lhe foram prestando, como aconteceu na freguesia de Pataias, onde lhe fizeram uma estátua de corpo inteiro e em Vieira de Leiria, onde deram o seu nome à Escola Preparatória e lhe ergueram um busto que está no adro da igreja.
O Padre Franklin foi o grande responsável pela criação das boas condições para os vários níveis de ensino na Vieira de Leiria. A ele se deve a origem do primeiro Jardim de Infância, em 1968, assim como a criação do ensino Preparatório e Secundário.
Também foi o responsável pela construção da capela da Praia da Vieira que tem a particularidade de ser toda construída com madeiras do Pinhal de Leiria.
Foi uma pessoa que, pelo seu trabalho e sacrifício em favor da Vieira, mereceu das pessoas o maior respeito e admiração.

Nuno Maia Silva
NMdS · Pessoa singular · 19?? -

Licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade de Lisboa

Mário Lino
MARLINO · Pessoa singular · 31/05/1940 -

Licenciou-se em Engenharia Civil em 1965, no Instituto Superior Técnico e concluiu um mestrado em Hidrologia e Gestão dos Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Colorado (Estados Unidos da América).
Até 1991 foi militante do PCP. Foi Presidente do Conselho de Administração da Editorial Caminho e da Edições Avante. Foi deputado à Assembleia Municipal de Lisboa entre 1994 e 1996 e nas eleições autárquicas de 2005 apresentou-se nas listas do PS para a Câmara Municipal de Oeiras.
Enquanto Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no XVII Governo Constitucional defendia a Ota como localização para o novo Aeroporto de Lisboa, tendo ficado famosa a sua concordância com uma equipa de ambientalistas que defendiam que aeroporto na margem sul do Tejo Jamais, jamais! (em francês)

Alberto João jardim
AJJ · Pessoa singular · 04/02/1943 -

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista na Voz da Madeira e, mais tarde, diretor do Jornal da Madeira . Antigo membro da Comissão Administrativa da Cooperativa Agrícola do Funchal, fez parte dos corpos gerentes de várias instituições filantrópicas.
Tendo sido um dos fundadores do Partido Social Democrata (PSD) na Madeira, ocupou desde sempre o cargo de presidente da sua Comissão Política Regional, tendo sido vice-presidente a nível nacional vários mandatos. Em 1978 tornou-se o presidente do Governo Regional da Madeira, sendo reeleito para mandatos sucessivos, tendo-se retirado após concluir mais um mandato em 2015. Entre 1987 e 1996 foi presidente das Conferências das Regiões Periféricas da União Europeia, da qual ficou a ser Presidente Honorário.

Carlos Eduardo Coelho Alves
CECA · Pessoa singular · 19?? -

Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico em 1971

Fernando Silveira Ramos
Eng_FSR · Pessoa singular · Maio 1941 - 2012

Fernando Coutinho da Silveira Ramos, nasceu em Lisboa em Maio de 1941, tendo-se licenciado em Engenharia Civil, pelo Instituto Superior Técnico, em 1966.

Félix Capella
FCAPELLA · Pessoa singular
Bissaya Barreto
BISSAYAB · Pessoa singular · 1886-1974
Ramalho Eanes
AdSRE · Pessoa singular · 25/01/1935 -

Formação: Liceu de Castelo Branco (1942-1952); Escola do Exército (1952-1956); Estágio CIOE (Curso de Instrução de Operações Especiais) (1962); Estágio de Instrutor Ação Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares (1969); Faculdade de Direito de Lisboa (Ciência Política e Direito Constitucional); Instituto Superior de Psicologia Aplicada (3 anos).
Profissão: Oficial de Infantaria - alferes (1957); tenente (1959); capitão (1961); graduado a major (1970); major (1973); tenente-coronel (1974); coronel (1976); graduado general (1975) e general (1976).

Narana Coissoró
NSC · Pessoa singular · 03/10/1931 -
Jorge Sampaio
JFBdS · Pessoa singular · 18/009/1939 -

Filho de Arnaldo Sampaio, médico, especialista em Saúde Pública, e de Fernanda Bensaude Branco de Sampaio, professora particular de inglês. É casado com Maria José Ritta e tem dois filhos, Vera e André.
Desde a infância, fez estudos musicais e, por imperativo da carreira do pai, passou largo tempo nos EUA e em Inglaterra, experiência que o marcou profundamente. Frequentou os estudos secundários nos liceus Pedro Nunes e Passos Manuel.
Em 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Na Universidade, desenvolveu uma relevante actividade académica, iniciando, assim, uma persistente acção política de oposição à Ditadura. Foi eleito Presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito, em 1960-61, e Secretário-Geral da Reunião Inter Associações Académicas (RIA), em 1961-62. Nessa qualidade, é um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, a qual esteve na origem de um longo e generalizado movimento de contestação estudantil, que durou até ao 25 de Abril de 1974, e que abalou profundamente o Regime.
Deu, entretanto, início a uma intensa carreira de advogado, que se estendeu por todos os ramos de Direito, tendo desempenhado, igualmente, funções directivas na Ordem dos Advogados. Teve um papel de relevo na defesa de presos políticos no Tribunal Plenário de Lisboa.
Prosseguindo a sua acção como opositor à Ditadura, candidatou-se, em 1969, às eleições para a Assembleia Nacional, integrando as listas da CDE. Desenvolve uma constante actividade política e intelectual, participando nos movimentos de resistência e na afirmação de uma alternativa democrática de matriz socialista, aberta aos novos horizontes do pensamento político europeu.
Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES), do qual se desvincula, todavia, logo no congresso fundador em Dezembro do mesmo ano, por discordância de fundo com a orientação ideológica aí definida.
Desempenha, nos anos da Revolução, um importante papel no diálogo com a ala moderada do MFA, sendo um activo apoiante das posições do “Grupo dos Nove”. Em Março de 1975, é nomeado Secretário de Estado da Cooperação Externa, no IV Governo Provisório.
Ainda em 1975, funda a “Intervenção Socialista”, grupo constituído por políticos e intelectuais, que viriam a desempenhar funções de relevo na vida pública, e que desenvolveu um significativo trabalho de reflexão e renovação política.
Em 1978, Jorge Sampaio adere ao Partido Socialista (PS). Em 1979, é eleito deputado à Assembleia da República, pelo círculo de Lisboa e passa a integrar o Secretariado Nacional do PS.
De 1979 a 1984, é membro da Comissão Europeia dos Direitos do Homem no Conselho da Europa, realizando aí um importante trabalho na defesa dos Direitos Fundamentais e contribuindo para uma aplicação mais dinâmica dos princípios contidos na Convenção Europeia dos Direitos do Homem. É reeleito deputado à Assembleia da República em 1980, 1985, 1987 e 1991. Em 1987/88 é Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, tendo assumido, em 1986-87, a responsabilidade das Relações Internacionais do PS. Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista.
No ano de 1989, é eleito Secretário-Geral do Partido Socialista, cargo que exerce até 1991, e é designado, pela Assembleia da República, como membro do Conselho de Estado.
Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então eleito e depois reeleito em 1993. Esta candidatura assumiu, na altura, um grande significado político e contribuiu para dar às eleições autárquicas um relevo nacional. Como Presidente da Câmara de Lisboa, e à frente de uma equipa, afirmou uma visão estratégica, com recurso a novas concepções e métodos de planeamento, gestão, integração e desenvolvimento urbanístico.
De 1990 a 1995, exerce a Presidência da União das Cidades de Língua Portuguesa (UCCLA), sendo eleito Vice-Presidente da União das Cidades Ibero-Americanas, em 1990. Foi também eleito Presidente do Movimento das Eurocidades (1990) e Presidente da Federação Mundial das Cidades Unidas (1992).
Em 1995, Jorge Sampaio apresenta a sua candidatura às eleições presidenciais. Recebe o apoio de inúmeras personalidades, independentes e de outras áreas políticas, com destaque na vida política, cultural, económica e social, e do Partido Socialista. Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito à primeira volta. Foi investido no cargo de Presidente da República no dia 9 de Março de 1996, prestando juramento solene. Cumpriu o seu primeiro mandato exercendo uma magistratura de iniciativa na linha do seu compromisso eleitoral. Apresentou-se de novo e voltou a ser eleito à primeira volta, em 14 de Janeiro de 2001, para um novo mandato.
Jorge Sampaio manteve, ao longo dos anos, uma constante intervenção político-cultural, nomeadamente através da presença assídua em jornais e revistas (Seara Nova, O Tempo e o Modo, República, Jornal Novo, Opção, Expresso, O Jornal, Diário de Notícias e Público, entre outros).
Em 1991, publicou, sob o título A Festa de Um Sonho, uma colectânea dos seus textos políticos. Em 1995, é editado o seu livro Um Olhar sobre Portugal, no qual responde a personalidades de vários sectores da vida nacional, configurando a sua perspectiva dos problemas do País. Em 2000, publica o livro Quero Dizer-vos, em que expõe a sua visão actualizada dos desafios que se põem à sociedade portuguesa. As suas intervenções presidenciais foram reunidas nos livros Portugueses I-X.
Em Abril de 2006 tomou posse como Conselheiro de Estado, na sua qualidade de antigo Presidente da República.
Em Maio de 2006 foi designado Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose e, em Abril de 2007, foi nomeado, pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Alto Representante para a Aliança das Civilizações.
É também Presidente do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa (Fev. 2007).

Helena Roseta
MHR · Pessoa singular · 23/12/1947 -

Licenciatura em Arquitetura - antiga Escola Superior de belas Artes de Lisboa

António Reis
AReis · Pessoa singular · 1949 -

António Reis nasceu no Funchal em 1949, tendo concluído em 1972 a licenciatura em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, Portugal. Em 1977 concluiu o Doutoramento (PhD) na Universidade de Waterloo – Canadá, tendo realizado a sua agregação pelo IST em 1981. Em 1980 é ainda designado investigador convidado, Science Research Fellow, pela Universidade de Surrey na Inglaterra.
Foi Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Civil do IST desde 1985, tendo sido o responsável pelo núcleo de disciplinas de Pontes e Estruturas Especiais. Foi também Vogal do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes e Presidente do Departamento de Engenharia Civil do IST entre 1996-98. É ainda Professor Convidado da EPFL, Lausanne- Suíça e Membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros, sendo também representante nacional para o eurocódigo de Estruturas de Aço.
Iniciou a sua actividade profissional em 1972, tendo estado sempre ligado ao projecto, ao ensino e à investigação no domínio das pontes e estruturas especiais. Em 1980 fundou a empresa GRID – Consultas, Estudos e Projectos de Engenharia, Lda, hoje denominada GRID International - Consulting Engineers.
Desenvolveu a sua actividade de estudos e projecto a nível nacional e internacional em cerca de 20 países, na Europa, África, Ásia e Médio Oriente, tendo sido responsável pela concepção e direcção técnica de variadíssimas pontes e estruturas especiais, nomeadamente, pontes construídas por avanços sucessivos, pontes de tirantes e coberturas de grande vão para estádios.
No decorrer da sua intensa actividade Professional, recebeu vários prémios e menções honrosas pela sua actividade técnico-cientifica, nomeadamente, o Prémio Sécil de Engenharia Civil 1997, pelo projecto da Ponte João Gomes, Prémio da Academia Real das Ciências da Bélgica em 2002, pelas suas “contribuições para as técnicas de construção de pontes e engenharia civil”, Prémio da European Convention for Construction Steelwork (ECCS) atribuído em 2005 à cobertura metálica do estádio do Dragão, Prémio da European Convention for Construction Steelwork (ECCS), atribuído em 2008 ao trabalho” Extending the lifespan of Luiz I Bridge in Oporto”, cujos projectos foram da sua responsabilidade e Prémios da IABSE e ICE (2014). Foi também Condecorado com a Comenda da Ordem de Mérito Profissional (2006), atribuída pela Presidência da República Portuguesa.

Mário Soares
MSOARES · Pessoa singular · 07/12/1924 . 07/1/2017

Mário Soares é filho de João Lopes Soares, professor, pedagogo e político da Iª República, e de Elisa Nobre Soares.
Casou com Maria de Jesus Simões Barroso Soares em 1949, falecida em 7 de julho de 2015. Tiveram dois filhos, Isabel Soares, psicóloga e directora do Colégio Moderno, e João Soares, advogado e deputado à Assembleia da República, e cinco netos - Inês, Mafalda, Mário, Jonas e Lilah.

Desde os tempos de estudante universitário foi um activo resistente à ditadura. Iniciou então um longo e persistente combate que o levou a estar presente e activo na organização da oposição democrática ao salazarismo. Pertenceu ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), em Maio de 1943, e, depois, foi membro da Comissão Central do MUD (Movimento de Unidade Democrática), sob a presidência do Prof. Mário de Azevedo Gomes (1946), tendo sido fundador do MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central. Foi Secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949. Integrou o Directório Democrático-Social (1955), dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes e, em 1958, pertenceu à Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Como advogado defensor de presos políticos participou em numerosos julgamentos, realizados em condições dramáticas, no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial. Representou a família do General Humberto Delgado na investigação do assassinato daquele antigo candidato à Presidência da República, tendo contribuído decisivamente para desvendar as circunstâncias e denunciar as responsabilidades nesse crime cometido pela polícia política de Salazar (PIDE).

Foi membro da Resistência Republicana e Socialista, na década de 50, redactor e signatário do Programa para a Democratização da República em 1961, tendo sido candidato a deputado pela Oposição Democrática em 1965 e pela CEUD, em 1969.

Em resultado da sua actividade política contra a ditadura foi 12 vezes preso pela PIDE (cumprindo um total de quase 3 anos de cadeia), deportado sem julgamento para a ilha de S. Tomé (África) em 1968 e, em 1970, forçado ao exílio em França.

Em 1973, no Congresso realizado em BadMünstereifel, na Alemanha, a Acção Socialista Portuguesa, que fundara em 1964, transformou-se em Partido Socialista, do qual Mário Soares foi eleito Secretário-Geral e sucessivamente reeleito no cargo ao longo de quase treze anos.

Actividade Política após o 25 de Abril

Em 25 de Abril de 1974, Mário Soares estava no exílio em França, de onde regressou a Portugal no dia 28, tendo chegado a Lisboa no depois chamado "combóio da liberdade".

Passados poucos dias, foi enviado pela Junta de Salvação Nacional às capitais europeias para obter o reconhecimento diplomático do novo regime democrático.

Participou nos I, II e III Governos Provisórios, como Ministro dos Negócios Estrangeiros, e no IV, como Ministro sem Pasta, de que se demitiu em protesto pelo chamado "caso República" e pela crescente tentativa de perversão totalitária da revolução, abrindo-se assim a crise governamental que levou à queda desse Governo e, depois, à contestação ao V Governo Provisório e à demissão de Vasco Gonçalves, período que ficou conhecido por "verão quente" (1975), em que tiveram lugar o célebre comício da Fonte Luminosa, ao qual acorreram muitas centenas de milhares de pessoas em protesto contra a ameaça de uma nova Ditadura, e, mais tarde, o "25 de Novembro", movimento militar que repôs o espírito original e democrático da Revolução de Abril.

Como Secretário-Geral do PS participou em todas as campanhas eleitorais, tendo sido deputado por Lisboa em todas as legislaturas, até 1986. Em consequência da vitória do PS nas primeiras eleições legislativas realizadas em 1976, foi nomeado Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional (1976-77), tendo também presidido ao II (1978). Neste período, foi necessário enfrentar e resolver uma situação de quase ruptura financeira e de paralisia das actividades económicas do país, ultrapassada mediante a aplicação de um programa de estabilização e rigor, negociado com o FMI, graças ao qual foi possível celebrar um "grande empréstimo" e voltar a pôr a economia a funcionar. Foi ainda durante o I Governo Constitucional que se procedeu à integração, com pleno êxito, de quase um milhão de portugueses retornados das ex-colónias. Durante 1976 e 1977 foram também aprovadas as primeiras leis que deram forma ao novo Estado de Direito (código civil, lei da delimitação dos sectores, lei de bases da reforma agrária, etc.) e começaram a funcionar, com regularidade, os mecanismos institucionais previstos na Constituição de 1976. Rompido que foi, por denúncia unilateral do CDS, o acordo político de incidência governamental em que assentava o II Governo Constitucional e demitido o Executivo pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes, Mário Soares liderou a oposição entre 1978 e 1983, tendo sido durante esse período viabilizada a primeira revisão da Constituição da República, na qual se empenhou fortemente. Esta revisão constitucional eliminou finalmente a tutela político-militar do Conselho da Revolução, que vinha dos primeiros tempos da Revolução, e consagrou o carácter civilista, pluripartidário e de tipo ocidental do regime. Foi então criado o Conselho de Estado, para o qual Mário Soares foi eleito pelo Parlamento.

Após nova dissolução da Assembleia da República, ocorrida em 1983, e na sequência das eleições legislativas que voltaram a dar a vitória ao PS, foi nomeado Primeiro-Ministro do IX Governo Constitucional, com base numa coligação partidária PS/PSD (1983-85). Este Governo viu-se confrontado também com uma dramática situação financeira e uma crise generalizada, que o levaram a pôr em prática um novo plano de emergência e recuperação que restabeleceu os equilíbrios financeiros externos. Coube ainda ao IX Governo Constitucional ultimar o processo de adesão de Portugal à CEE, conduzir as últimas negociações e assinar o Tratado de Adesão, em Junho de 1985.

Apesar de o PS ter perdido as eleições de Outubro de 1985, realizadas por força de nova dissolução da Assembleia da República, em consequência do rompimento, pelo PSD, da coligação PS/PSD, Mário Soares candidatou-se às eleições presidenciais, previstas para Janeiro de 1986. Teve o apoio de independentes e do PS (na 1ª volta) e de toda a esquerda (na 2ª volta), tendo sido eleito em 16 de Fevereiro, por cinco anos. Foi o primeiro Presidente civil eleito directamente pelo povo, na história portuguesa. Renunciou então aos seus cargos de Secretário-Geral do PS e de deputado, tendo tomado posse e prestado juramento no dia 9 de Março de 1986.

Em 13 de Janeiro de 1991 foi reeleito Presidente da República, logo à 1ª volta, tendo obtido a maior votação de sempre para esse cargo: 3 460 381 votos (70,40% dos votos validamente expressos), tendo terminado o seu segundo mandato em 9 de Março de 1996.

Tornou-se membro do Conselho de Estado em 1996, por inerência.

Em 1999 foi eleito Deputado ao Parlamento Europeu, tendo cumprido toda a legislatura (1999-2004).

Em 2006 concorreu, de novo, a Presidente da República, pelo PS, tendo perdido as eleições para Aníbal Cavaco Silva, entretanto reeleito para um segundo mandato.

Outras actividades em Portugal

Em 10 de Março de 1996 assumiu a presidência da Fundação que havia sido fundada em 1991 com o seu nome e, em 1997, foi eleito presidente da Fundação Portugal-África.

Foi presidente: do Conselho de Patronos da Fundação Arpad-Szenes/Vieira da Silva (1994-2013); da Comissão de Investigação sobre as transacções de ouro efectuadas entre as autoridades portuguesas e alemãs durante o período compreendido entre 1936 e 1945 (1998); da Comissão de Honra para as Comemorações dos 500 anos da viagem de Pedro Álvares Cabral (1998); da Comissão Nacional das Comemorações do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, em celebração da Década das Nações Unidas para a educação em matéria dos Direitos do Homem (1998) e da Comissão da Liberdade Religiosa (2007-2011).

Foi também Professor Catedrático Convidado da cadeira de "Relações Internacionais" da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra nos anos lectivos 1996-97 e 1997-98 e Professor Convidado da Universidade Lusófona da cadeira de "Socioeconomia Política da União Europeia" no ano lectivo de 2001-02.

Foi membro honorário da Academia das Ciências de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Sociedade Portuguesa de Escritores, Presidente Honorário do Conselho de Patronos da Fundação Arpad Szennes/Vieira da Silva e membro do Júri do Prémio Pessoa.

Acção Internacional

Como Secretário-Geral do PS e Vice-Presidente da Internacional Socialista (IS) - cargo para que foi eleito no Congresso de Genève, em 1976, e depois sucessivamente reeleito até ser nomeado Presidente Honorário em 1986 - Mário Soares desenvolveu uma intensa actividade internacional. Foi presidente das Comissões da IS para o Médio-Oriente e para a América Latina, tendo realizado várias missões de informação àquelas zonas e bem assim à África Austral. Participou em numerosas negociações, encontros, colóquios, congressos e missões no quadro da Internacional Socialista e fora dele.

De entre a actividade internacional desenvolvida no exercício de cargos públicos, destaca-se: como Ministro dos Negócios Estrangeiros, o estabelecimento de relações diplomáticas com todos os países do Mundo e o início oficial do processo de descolonização nos encontros de Dakar, com Aristides Pereira, antigo Presidente da República Popular de Cabo Verde, e de Lusaka, com Samora Machel, malogrado Presidente da República Popular de Moçambique; como Primeiro-Ministro, o impulso inicial dado ao processo de adesão de Portugal à CEE, em Março de 1977 (I Governo Constitucional), o começo das negociações com o FMI para a recuperação da economia portuguesa (II Governo Constitucional) e a consagração da opção europeia com a assinatura, em simultâneo com a Espanha, do Tratado de Adesão, em 12 de Junho de 1985 (IX Governo Constitucional); como Presidente da República, a defesa intransigente do respeito pelos direitos dos homens e dos povos, de que Timor-Leste constituía então uma referência portuguesa dramática, a frontalidade assumida em visitas oficiais e cimeiras de Chefes de Estado e de Governo na denúncia dos regimes que se afastavam do modelo proposto pela Carta da ONU para o desenvolvimento e a intervenção permanente no sentido de a dimensão atlântica encontrar forma numa comunidade de povos de expressão portuguesa, reaproximando o Brasil dos novos conceitos estratégicos nacionais.

Foi presidente da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos (1995-1998), do Movimento Europeu Internacional (1997-1999), de que em seguida se tornou presidente honorário, do Comité dos Sábios para a Reestruturação do Conselho da Europa (1997-1998), da Missão de Informação sobre a situação da Argélia, por nomeação do Secretário-Geral das Nações Unidas (1998), da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com Israel (2002), de que se demitiu no mesmo ano, e da Inter-Press Service (2002-2008).

Foi "Chubbs Fellowship" da Universidade de Yale (EUA), desde 1976; membro correspondente da Academia Brasileira de Letras, desde 1987; membro honorário do Claustro de Professores da Faculdade de Direito da Universidade de Vigo (Espanha).

Foi Vice-Presidente da Academia da Latinidade (Brasil) e membro de várias instituições, designadamente: Academia do Reino de Marrocos; Academie des Sciences d’Outre-Mer (França); Academie de Marine (França); Comité Europeu de Orientação "Notre Europe" (fundado por Jacques Delors), desde 1997; Fundação Gorbachev, desde 1997; Instituto Shimon Peres para a Paz, desde 1997; Conselho Consultivo Internacional da Fundação Paz e Democracia Monsenhor Martinho da Costa Lopes (Timor-Leste), desde 1997; Fundação para uma Cultura de Paz, UNESCO, (presidida por Federico Mayor Zaragoza), desde 1998; Clube de Roma, desde 1998; Clube de Asunción, desde 1998; Conselho de Patronos da Fundación Caixa Galicia, desde 1998; Fundación ONCE para a América Latina, desde 1998; Fundação Adberrahim Bouabid pour les Sciences et la Culture, desde 1998; Fundación Euroamérica, desde 1999; Fundación General de la Universidad de Salamanca, desde 2000; Fórum Mundial de Redes-UBUNTO (presidido por Frederico Mayor Zaragoza), desde 2001; Clube de Madrid, desde 2001; Clube do Mónaco para o Diálogo Mediterrânico (presidido por Boutros-Boutros Ghali), desde 2001; New Policy Forum (antigo World Political Forum), presidido por Mikhail Gorbachev, desde 2010; Green Cross International (presidida por Alexander Likhotal), desde 2003; Organisation Internationale de la Francophonie, desde 2003; Fórum de Biarritz (Encontros Europa-América Latina), desde 2003; Grupo EU-Turkey Relations, Centre for the Study of Global Governance and the Open Society Institute, desde 2007; International Board of Trustees da Inter-Press Service (IPS), desde 2008; Global Advisory Board for a new project "Global Climate Change, Human Security and Democracy", Universidade da Califórnia, desde 2010 e The Mikhail Gorbachev Award, desde 2011.de várias instituições, designadamente: da Academia do Reino de Marrocos; da Académie des Sciences d’Outre-Mer (França); da Académie de Marine (França); do Comité Europeu de Orientação "Notre Europe" (fundado por Jacques Delors e actualmente presidido por Tommaso Padoa- Schioppa), desde 1997; da Fundação Gorbachev, desde 1997; do Instituto Shimon Peres para a Paz, desde 1997; do Conselho Consultivo Internacional da Fundação Paz e Democracia Monsenhor Martinho da Costa Lopes (Timor-Leste), desde 1997; da Fundação para uma Cultura de Paz, UNESCO, (presidida por Federico Mayor Zaragoza), desde 1998; do Clube de Roma, desde 1998; do Clube de Asunción, desde 1998; do Conselho de Patronos da Fundación Caixa Galicia, desde 1998; da Fundación ONCE para a América Latina, desde 1998; da Fundação Adberrahim Bouabid pour les Sciences et la Culture, desde 1998; da Fundación Euroamérica, desde 1999; da Fundación General de la Universidad de Salamanca, desde 2000; do Fórum Mundial de Redes-UBUNTO (presidido por Frederico Mayor Zaragoza), desde 2001; do Clube de Madrid, desde 2001; do Clube do Mónaco para o Diálogo Mediterrânico (presidido por Boutros-Boutros Ghali), desde 2001; do New Policy Forum (antigo World Political Forum), presidido por Mikhail Gorbachev, desde 2010; da Green Cross International (presidida por Alexander Likhotal), desde 2003; da Organisation Internationale de la Francophonie, desde 2003; do Fórum de Biarritz (Encontros Europa-América Latina), desde 2003; do Grupo EU-Turkey Relations, Centre for the Study of Global Governance and the Open Society Institute, desde 2007; do International Board of Trustees da Inter-Press Service (IPS), desde 2008; do Global Advisory Board for a new project "Global Climate Change, Human Security and Democracy", Universidade da California, desde 2010.

Foi presidente do Comité Promotor do Contrato Mundial da Água desde Janeiro de 1998, Patrono do International Ocean Institute (IOI), desde 2009 e presidiu ao Júri do Prémio Félix Houphouët-Boigny, da UNESCO, desde o início de 2010.

António Sousa Gomes
SG · Pessoa singular · 20/01/1936 - 20/02/2015

Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico.

Eduardo Tomé
EDTO · Pessoa singular · - Setembro 2008
Rui Ochôa
RO · Pessoa singular · [1949] -
Américo Cortez Pinto
ACortezPinto · Pessoa singular · 1896 - 1979

[1927] - prestou serviços como médico na Fábrica da Maceira-Liz,

José Alves Correia da Silva
JACdS · Pessoa singular · 15/01/1872 - 04/12/1957

05/08/1894 - Ordenado padre no Porto
25/07/1920 - Ordenado bispo de Leiria

Cottinelli Telmo
CottiTelm · Pessoa singular · 13/11/1897 - 18/09/1948
Leopoldo de Almeida
LeopolAlmei · Pessoa singular · 18/10/1898 - 28/04/1975