Mostrar 1911 resultados

Registo de autoridade
Glória dos Santos Faia
GdSF · Trabalhador Fábrica Maceira · 15/03/1897 - ??
Germano Ferreira
GF · Trabalhador Fábrica Maceira · 28/03/1901 - ??
Gabriel de Sousa
GdS · Trabalhador Fábrica Maceira · 18/01/1927 -
Gabriel Marcelino
GaM · Trabalhador Fábrica Maceira · 14/03/1927 -
Gabriel Carreira
GC · Trabalhador Organismos Sociais ECL · 15/06/1930 -
Francisco Souza Gil
FSG · Trabalhador Fábrica Maceira · 29/12/1918 -
Francisco da Sousa Cruz
FRdSOCR · Trabalhador Fábrica Maceira · 03/02/1900 - ??
Francisco dos Santos
FdS · Trabalhador Fábrica Maceira · 19?? -
Francisco Rodrigues
FRRO · Trabalhador Fábrica Maceira · 09/08/1910 - ??
Francisco Pereira
FP_CostaCima · Trabalhador Fábrica Maceira · 20/07/1940 - ??
Francisco Pereira
FP · Trabalhador Fábrica Maceira · 26/01/1921 -
Francisco de Oliveira
FdO · Trabalhador Fábrica Maceira · 28/05/1896 - ??
Francisco Monteiro
FRMON · Trabalhador Fábrica Maceira · 02/04/1898 - ??
Francisco Marques
FRMAR · Trabalhador Fábrica Maceira · 19?? -
Francisco de Magalhães
FRdMA · Trabalhador Fábrica Maceira · 05/07/1906 - ??
Francisco Lopes Martins
FLM · Trabalhador Organismos Sociais ECL · 15/03/1915 - ??
Francisco José Martins
FRJOMA · Trabalhador Fábrica Maceira · 13/03/1915 - ??
Francisco João
FRJO · Trabalhador Fábrica Maceira · 19?? -
Francisco Jacinto
FRJA · Trabalhador Fábrica Maceira · 19/01/1892 - ??
Ministério da Indústria e Tecnologia
MIT · Entidade Pública · 1975 - 1979

O Ministério da Indústria e Tecnologia foi a designação de um departamento dos IV, V e VI Governos Provisórios e I, II, III e IV Governos Constitucionais de Portugal. Foi sucedido em 1979 pelo Ministério da Indústria

Ministério da Indústria e da Energia
MIE · Entidade Pública · 1980 - 1995

O Ministério da Indústria e Energia foi a designação de um departamento dos VI, VII, IX, XI e XII Governos Constitucionais de Portugal.

Direcção Geral dos Serviços Industriais
DGSI · Entidade Pública · 24/06/1948 -

Criada pelo Decreto-Lei 36933, no seio do Ministério da Economia, define as suas atribuições e extingue a Direcção Geral da Indústria e a Junta do Fomento Industrial.
Em 1978, pelo Despacho Normativo 126/78, a DG é integrada no Ministério da Indústria e Energia depois da extinção de diversos serviços do Ministério da Economia

Fernanda Ribeiro
FERIB · Pessoa singular · 23/07/1969 -

O seu primeiro sucesso ocorreu aos 13 anos, no Campeonato português júnior de cross . Anteriormente, aos 10 anos, Fernanda Ribeiro tinha já participado numa meia-maratona.
Em 1987 foi campeã europeia de juniores nos 3000 metros. No ano seguinte, correndo a mesma distância, sagrou-se vice-campeã do mundo.
No ano de 1995 Fernanda Ribeiro foi a grande figura feminina no atletismo. Primeiro, bateu o recorde mundial de 5000 metros, na Bélgica. O recorde pertencia à norueguesa Ingrid Kristiansen e durava há nove anos. Sagrou-se depois campeã mundial dos 10 000 metros e vice-campeã de 5000 metros, em Atlanta, em provas em que deu uma demonstração categórica das suas potencialidades.
O ano de 1996 ficou marcado pela conquista de uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, na distância de 10 000 metros.
Em 1997, Fernanda Ribeiro participou nos Campeonatos do Mundo de Atenas, onde, com enorme determinação (mais uma vez em provas realizadas em dias sucessivos), amealhou mais duas medalhas. Nos 10 000 metros ganhou a medalha de prata e nos 5000 metros ganhou a medalha de bronze.
Em 2000, nos Jogos Olímpicos de Sidney, conquistou a medalha de Bronze nos 10 000 metros, tendo batido o recorde nacional da modalidade, ficando atrás de Derartu Tulu, que bateu o recorde olímpico, e de Gete Wami, que conquistou o segundo lugar.

Elísio de Matos
ELdMA · Pessoa singular · 19?? -
FIL - Feira Internacional de Lisboa
FIL · Pessoa coletiva · 1957 -

A FIL foi percursora em Portugal na organização e realização de eventos de dimensão verdadeiramente internacional.
Desde 1957, data da inauguração das suas instalações na Junqueira, a FIL recebeu milhões de visitantes e expositores oriundos dos quatro cantos do mundo. Estes foram passos decisivos para a internacionalização e crescimento da economia nacional.
Em 1989 é finalizado o Pavilhão Polivalente, posteriormente designado por Centro de Congressos da FIL e actualmente Centro de Congressos de Lisboa.
Em 1999, com a mudança para as suas novas instalações no Parque Expo, a FIL deu um passo gigante na modernização da actividade de organização e realização de eventos em Portugal. A partir desta data o nosso país passou a dispor de instalações cuja dimensão, arquitectura, localização e multifuncionalidade lhe permitem estar permanentemente na rota dos grandes eventos internacionais.
O espaço na Junqueira foi então remodelado e passou definitivamente a ser conhecido como “Centro de Congressos de Lisboa”. Um espaço amplo e moderno que contar com mais três pavilhões, correspondendo a um total de 10.000 m2 para acolher grandes eventos em instalações adequadas e dar sequência ao projecto de dotar a cidade de Lisboa com um grande e moderno Centro de Congressos.
O crescimento de actividades do Centro de Congressos de Lisboa foi particularmente notório a partir de 1995, passando de 120 eventos acolhidos neste ano, com um total de 55.000 participantes, para 250 eventos em 1999 e 180.000 participantes, tendo sido uma alavanca fundamental para o posicionamento de Lisboa entre os primeiros destinos mundiais de Congressos e Reuniões Internacionais.
Com a saída da FIL para a nova infraestrutura do Parque das Nações em 1999, passou a ser possível de imediato aumentar a disponibilidade de instalações. O Centro de Congressos de Lisboa passou a contar com mais três pavilhões, correspondendo a um total de 10.000 m2 para acolher grandes eventos em instalações adequadas e dar sequência ao projecto de dotar a cidade de Lisboa com um grande e moderno Centro de Congressos, através da remodelação e ampliação das actuais instalações.

João Soares
JSOARES · Pessoa singular · 29/08/1949 -

Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, tendo sido por várias vezes expulso da instituição por motivos políticos, uma vez que se encontrava empenhado na oposição ao Estado Novo.
Desempenhou diversos cargos de relevo no Partido Socialista: foi membro da Comissão Nacional e da Comissão Política (1987-1991), e depois membro do Secretariado Nacional (1991-1996).
Tem ainda exercido funções institucionais em diversos órgãos de soberania. Foi deputado à Assembleia da República entre 1987 e 1989. Dedicando-se depois à política autárquica, foi o vereador responsável pelos pelouros da Cultura, Espaços Verdes, Conservação e Obras Diversas (1989-1995) da Câmara Municipal de Lisboa. Foi eleito deputado ao Parlamento Europeu (1994-1995). Em 1995, altura em que Jorge Sampaio se candidatou à Presidência da República, assumiu a presidência da edilidade lisboeta. Venceu as eleições autárquicas de 1997, à frente da coligação de esquerda em que estava integrado desde 1989. Recandidatou-se ao cargo em 2001 mas perdeu o lugar para Santana Lopes.
Em julho de 2004, após a demissão de Ferro Rodrigues do cargo de secretário-geral do PS (por insatisfação relacionada com a decisão do presidente Jorge Sampaio de nomear um novo Governo Constitucional, o XVI, em substituição do XV de Durão Barroso - entretanto convidado a apresentar a sua candidatura a presidente da Comissão Europeia), decidiu apresentar a sua candidatura à liderança do partido, posicionando-se como um candidato da fação conservadora do Partido Socialista. As eleições, que decorreram a 24 e 25 de setembro de 2004, deram, no entanto, a vitória a José Sócrates, tendo João Soares obtido cerca de 4% dos votos.

Fernando Gomes
FERGOM · Pessoa singular · 1946 -

Licenciou-se em Economia. Como membro do Partido Socialista, foi eleito deputado à Assembleia da República em todas as eleições realizadas a partir de 1979, pelo círculo eleitoral do Porto. Entre 1974 e 1981 foi presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde. Desempenhou de seguida o cargo de vice-presidente do Conselho Nacional do Plano (1981-1983) e foi secretário de Estado da Habitação e Urbanismo no IX Governo Constitucional (1983-1985).
Eleito deputado ao Parlamento Europeu em 1986, foi o responsável pelo relatório sobre a reforma dos fundos estruturais e pelo relatório sobre a dimensão social do mercado interno. Ocupou o lugar de presidente da Comissão dos Assuntos Sociais e do Emprego e foi vice-presidente do grupo socialista do Parlamento Europeu.
Em 1989 foi eleito para a presidência da Câmara Municipal do Porto, cargo para o qual conseguiu a reeleição, com larga maioria, em 1993 e 1997. É membro do Conselho de Estado, vice-presidente do Comité das Regiões da União Europeia e presidente da Comissão de Coesão Económica e Social do mesmo comité.
Em 1999 foi nomeado Ministro da Administração Interna do XIV Governo Constitucional, cargo que manteve durante cerca de um ano, até setembro de 2000, altura em que foi substituido por Nuno Severiano Teixeira.
Renovou a sua candidatura à presidência da Câmara do Porto nas eleições autárquicas realizadas a 16 de dezembro de 2001 mas perdeu o lugar para Rui Rio, o candidato do PSD.

SOPVIDREI · Pessoa coletiva · [21/01/1932] - [1975]

O Sindicato dos trabalhadores da indústria vidreira, tem as suas raízes em finais do século XIX, através do aparecimento das Associações de Classe. A primeira destas Associações a ser criada, foi a Associação de Classe dos operários Vidreiros em 1894.
A classe operária vidreira evoluiu na sua organização durante e após a 1ª. Guerra mundial, havendo noticias do surgimento da Associação de Classe dos manipuladores de Vidraça em 1917, em 1919 a dos Garrafeiros e em 1924 uma dos Cristaleiros e outra dos Lapidários.
A constituição de um sindicato único veio a ter lugar na Marinha Grande em 17 de Dezembro de 1931, tendo os seus estatutos sido aprovados oficialmente em 21 de Janeiro de 1932, com o nome de Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Industria do Vidro.

Grupo desportivo "Onil"
GDO · Entidades Cariz Social · 19?? - [1974]

Grupo desportivo da Empresa "Onil"

Deutz AG
DEAG · Empresa · 1864 -

A empresa foi criada sob o nome N. A. Otto & Cie por Nikolaus Otto e Eugen Langen produzindo motores estacionário.
Em meados da década de 1870 o director técnico, Gottlieb Daimler, desejando que fossem produzidos motores automóveis, resignou criando depois a Daimler-Benz e sendo acompanhado por Wihelm Maybach. Outros nomes famosos da indústria automóvel que trabalharam na DeutKlockner incluiu Robert Bosch e Ettore Bugatti.
Em 1930, com fusão com a Humboldt AG, mudou nome para Klöckner Humboldt Deutz AG. Durante a 2ª Guerra Mundial a empresa produziu artilharia.

Crédito Agrícola
CACRAG · Pessoa coletiva · 1911 -

O Crédito Agrícola nasceu escassos meses depois da implantação da República, por decreto outorgado pelo Ministro do Fomento, Brito Camacho, a 1 de Março de 1911. Uma decisão que culminava um processo que se iniciou ainda na vigência da Monarquia e para o qual contribuíram monárquicos e republicanos.
Mas seria através da Lei n.º 215, de 1914, regulamentada, em 1919, pelo Decreto n.º 5219, que, finalmente, ficaram definidas as actividades das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo.
Nos anos 20, o número de Caixas de Crédito Agrícola Mútuo aumentou, graças ao esforço de inúmeros agricultores, mas a crise bancária e económica dos anos 30 provocou uma estagnação no ritmo da evolução e a consequente passagem das Caixas para a tutela da Caixa Geral de Depósitos.
A transformação do sistema político português, a partir de Abril de 1974, contribui para o aparecimento de um movimento das Caixas existentes no sentido de se autonomizarem, expandirem a respectiva implantação e alargarem a actividade, à luz do modelo de desenvolvimento do crédito agrícola mútuo em muitos países europeus. Esse movimento acabaria por resultar na criação, em 1978, da Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo – FENACAM, cuja missão central era o apoio e representação, nacional e internacional, das suas Associadas. Um dos principais objectivos envolvia a revisão da legislação aplicável ao Crédito Agrícola Mútuo, nessa altura já com mais de 60 anos de vigência.
E, em 1982, com a publicação do Decreto Lei n.º 231/82 – que inclui, em anexo, um Regime Jurídico Específico para o Crédito Agrícola Mútuo – as Caixas deixaram de estar sob alçada da Caixa Geral de Depósitos, prevendo-se a criação de uma Caixa Central, orientada para regular a actividade creditícia das Caixas suas associadas. Este novo enquadramento legal favoreceu a significativa expansão do Crédito Agrícola durante a década de 80.
Dois anos depois – a 20 de Junho de 1984 – é então constituída a Caixa Central, e em 1987, visando garantir a solvabilidade do sistema, é instituído, através do Decreto-Lei n.º 182/87, o Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo (FGCAM), no qual participam – ainda hoje – todas as Caixas Associadas.
Nesta fase, em que Portugal integra já como membro de pleno direito a Comunidade Europeia, o processo de adaptação do Crédito Agrícola ao Direito Comunitário conduz a um novo regime jurídico, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/91, de 11 de Janeiro.
Na sua essência, o diploma prevê a adopção de um modelo organizativo – um Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo (SICAM) – assente no conjunto formado pela Caixa Central e pelas suas associadas, mas em que a Caixa Central passa a exercer funções de liderança em matéria de orientação, fiscalização e representação financeira do SICAM. O princípio da co-responsabilidade entre a Caixa Central e as Associadas é um valor que favorece a consolidação de contas, numa óptica de supervisão, solvabilidade e liquidez.

Michael O'Sullivan
MOS · Pessoa singular · 19?? -
Pedro Ramos
PR · Pessoa singular · 19?? -
Banco Português do Atlântico
BPA · Empresa · 31/12/1942 - 30/06/2000

O seu antecessor, a Casa Bancária Cupertino de Miranda & Companhia (CB – CMC), fundada em 1919, foi o seu ponto de partida e da experiência adquirida por esta entidade emanou aquele novo banco, o qual veio dar continuidade à CB – CMC.
Embora a liquidez do BPA tenha sido adquirida com o óptimo historial de regularidade alcançado até 1975, a instituição não escapou à nacionalização concretizada a 11 de Março desse mesmo ano, numa altura em que se encontrava de “perfeita saúde”. Contudo, no início dos anos 90 a entidade voltou a ser privatizada em 33 por cento, cinco anos antes da participação maioritária ser adquirida pelo BCP.

No momento da reprivatização, o Banco Português do Atlântico já contava com mais de três centenas de agências e sucursais em todo o país, além de uma representação internacional garantida por duas dezenas de balcões. A conjuntura foi, por isso, ideal para a compra estratégica que se veio a revelar numa boa aposta, cujos frutos se traduziram na consolidação de poder do Banco Comercial Português.
Os sectores de influência do BPA concentravam-se essencialmente nos segmentos do turismo, indústria, serviços, imobiliário e financeiro, complementados aquando da incorporação no BCP, decorrida entre 1995 e 2000, com efectivação a 30 de Junho, data a partir da qual se extinguiu oficialmente o Banco Português do Atlântico

Miguel Cadilhe
MIGCAD · Pessoa singular · 10/11/1940 -

Estudou na Faculdade de Economia do Porto, onde concluiu, em 1968, a licenciatura com uma média final de 20 valores. Ainda nesse ano, começou a exercer a atividade de docente na faculdade onde estudou, por lá se mantendo até 1975. Entretanto, em 1973, Cadilhe passou a trabalhar também no Banco Português do Atlântico (BPA), começando simultaneamente a ganhar reputação como consultor financeiro.
Em 1976, depois de desistir da docência, passou a dirigir o Gabinete de Estudos Económicos do BPA, função que desempenhou até 1985.
Entre 1977 e 1979, em simultâneo com a carreira no banco, regressou à docência na Faculdade de Economia do Porto, o mesmo acontecendo em 1984 e 1985.
Entretanto, entre janeiro e dezembro de 1980, teve a sua primeira experiência governamental ao ser secretário de Estado do Planeamento do VI Governo Constitucional, liderado pelo social-democrata Francisco Sá Carneiro.
Regressou ao Governo em 1985, pela mão do Primeiro-Ministro social-democrata Aníbal Cavaco Silva, para ocupar o cargo de ministro das Finanças. Logo nesse ano, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Mérito de Portugal e, em 1986, com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul do Brasil.
Miguel Cadilhe foi ministro das Finanças até 1990 e durante este tempo passou por alguns períodos conturbados, tendo sido envolvido num caso de alegada fuga ao pagamento do imposto de Sisa.
Quando abandonou o governo em 1990 regressou ao BPA, tendo presidido a várias empresas do grupo até 1992, ano em que passou a presidente do grupo Banco Fomento Exterior (BFE). Ainda nesse ano, foi eleito "o economista do ano" pela Associação Portuguesa de Economistas.
Manteve-se na presidência do BFE até 1997, para então voltar ao BPA como membro do Conselho de Administração. Cadilhe manteve sempre, desde 1973, a sua ligação ao BPA, que, entretanto, fora absorvido pelo Banco Comercial Português (BCP) em 1996.
O ex-ministro passou então a administrador do BCP e de várias empresas do grupo.
Em finais de 2002, passou a liderar a então criada Associação Portuguesa para o Investimento (API) a convite do governo social-democrata de Durão Barroso. A API foi fundada para facilitar e promover o investimento em Portugal de modo a criar riqueza e gerar emprego.

Defesa Civil do Território
DCT · Entidade Pública · 02/04/1942 - 1974

Até 1974, a protecção civil em Portugal viu-se configurada na Defesa Civil do Território, estrutura institucionalizada durante a II Guerra Mundial, mais precisamente a 2 de Abril de 1942, através do Decreto-Lei n.º 31956.
Baseada em princípios de organização recolhidos na Inglaterra, concorreu para o efeito a deslocação àquele país, por iniciativa governamental, de uma delegação de elementos da Cruz Vermelha Portuguesa. Fortemente conotada ao regime político que vigorava naquela época foi incumbida de "assegurar em tempo de guerra, ou de grave emergência em tempo de paz, a protecção das populações e do património público e privado".
Por sua vez, coube à Legião Portuguesa (LP), milícia oficial do Estado Novo, criada em 1936, objectivada pela "formação patriótica de voluntários destinada a organizar a resistência moral da Nação e cooperar na sua defesa contra os inimigos da Pátria e da ordem social", a preparação e a execução dos serviços da DCT, nomeadamente a implementação do plano nacional da Defesa Civil do território.
Procurando habilitar Portugal a fazer face ao risco de ataques com bombas incendiárias e asfixiantes, quer durante a II Guerra Mundial, quer no período da Guerra Fria, a Defesa Civil do Território agiu na sensibilização das populações para a defesa passiva, realizando cursos de primeiros socorros, cursos de combate a incêndios e exercícios públicos, com recurso à colaboração dos bombeiros portugueses.
De igual modo foi responsável pela edição de manuais e de outros suportes de informação contendo medidas de autoprotecção.