A Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT) surge a 13 de junho de 1935 com o fim de criar as infra-estruturas destinadas às atividades culturais, desportivas e recreativas dos trabalhadores e suas famílias, com vista a “um maior desenvolvimento físico e moral”. Os “organismos corporativos da economia nacional, as grandes empresas e as próprias entidades individuais com meios e condições para tanto” são instados a cooperar com o Estado para esse fim.
A ação da FNAT estendia-se a todo o território nacional por intermédio das suas delegações (provinciais) e subdelegações (concelhias), competindo-lhes cooperar na avaliação de todos os assuntos e na execução de todas as iniciativas. Nas freguesias rurais a FNAT era representada pelas Casas do povo e Casas de pescadores. Os beneficiários da FNAT eram obrigatoriamente sócios de um dos elementos da organização corporativista do trabalho: de um sindicato Nacional, de uma Casa do povo ou Casa de pescadores; sendo que os Centros de Alegria no Trabalho (CATs) constituíam as estruturas de base nas empresas. Nas zonas de residência urbana os Centros de Recreio Popular (CRPs) cumpriam essa função.
Com o tempo, a FNAT passou a ser uma parte muito importante do quotidiano dos trabalhadores e dos seus agregados familiares, instruindo e direcionando a sua vida lúdica. A Instituição crescerá rapidamente: em 1950 eram 41.117 os sócios individuais e 427 os sócios coletivos; em 1958 havia já 73.655 sócios individuais. Em 1969 os beneficiários são já 147.264, os CATs 626 e os CRPs 148.
Fonte: <a href="http://www.inatel.pt/content.aspx?menuid=897&eid=799">INATEL</a>
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Domingos do Espírito Santo Alvão nasceu na freguesia da Lapa, no Porto, em 1869, e faleceu na mesma cidade em 1946. O pai de Domingos Alvão, Francisco Júlio Alvão, de Vila Real, era então barbeiro – será mais tarde funcionário das finanças. A mãe, Corina de Jesus Alvão, natural de Santo Ildefonso, da cidade do Porto. O fotógrafo teve como padrinho um capitalista da Rua dos Bragas, o comendador Domingos José Ramos de Faria, do qual herdou o primeiro nome.
Ainda muito novo foi trabalhar para a Casa Biel, já então na Rua do Bolhão, no palacete, onde estavam sempre hasteadas as duas bandeiras, a de Portugal e a da Alemanha. Depois de ter passado um breve período de estágio em Madrid, Domingos Alvão entrou, na viragem do século, como operador-gerente, para o também conhecido estabelecimento na Rua de Santa Catarina, nº120, do capitalista Leopoldo Cyrne, o Foto-Velo Clube e habituou os portuenses às suas fotografias de artistas, senhoras e homens da sociedade que captava no Teatro Príncipe Real ou nos salões do burgo, expondo-as nas vitrinas da Tabacaria Africana, ao cimo da Rua de 31 de Janeiro.
Domingos Alvão participou em 1901 na Exposição Internacional de Leipzig e em 1907 recebeu um Diploma de Mérito no Concurso Mundial de Fotografia Artística e Científica em Turim, Itália, que tinha o patrocínio da Princesa Maria Letícia de Sabóia. As imagens que Domingos Alvão enviou ao concurso em Leipzig e Turim faziam parte de uma recolha de cerca de 700 clichés a que ele dedicava parte do seu tempo; tratavam-se de fotografias sobre paisagens e costumes do Minho e Douro Litoral, encenadas de forma a corresponderem aos objectivos artísticos do pictorialismo. Com a série Quadros da Paisagem Artística e Costumes Portugueses, concorreu e expôs em mostras, no Porto, Lisboa, Panamá, etc., iniciando a sua enorme série de prémios nacionais e internacionais. As fotografias da Fotografia Alvão eram muitas vezes procuradas para representarem o país nas paredes das embaixadas no estrangeiro.
Domingos Alvão ganhou um Diploma de Honra e uma medalha de ouro na Exposição Nacional das Artes Gráficas, na Imprensa Nacional, em Lisboa, 1913. Em 1914 fez a sua primeira grande exposição, com cerca de 100 imagens. O êxito é tal que a repetiu em Lisboa, no Salão da Illustração Portugueza, d’ O Século, desta vez com cerca de 200 fotografias.
A Fotografia Alvão continuou a ganhar prémios, em 1915 o Grand Prix na Exposição do Panamá; a medalha de prata da Exposição de Artes Gráficas de Leipzig, na Exposição Nacional de Fotografia de Novembro/Dezembro de 1916, da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, promovida pela revista Arte Photographica, em 1917, Lisboa; na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1923 na Exposição Internacional de Centenário da Independência do Brasil, no Rio com fotografia colorida; em 1925 a medalha de ouro da Exposição Nacional de Fotografia, realizada nos Armazéns Grandela.