Visível António Champalimaud ao fundo no meio do grupo
No painel ao fundo à esquerda pode ler-se:
"Livros [gentilmente] oferecidos à Casa do Pessoal pelos seus Sócios e Amigos"
Elementos da Mocidade Portuguesa em formatura frente à Casa do Pessoal, em momento religioso da cerimónia
Elementos da Mocidade Portuguesa em formatura, destaca-se oficial à sua frente
Elementos da Mocidade Portuguesa em parada.
Com inscrição no verso, a lápis, de "Maceira-A.S."
Elementos da Mocidade Portuguesa e convidados em festa realizada à noite na Casa do Rapaz (por confirmar)
Elementos da Mocidade Portuguesa em formatura, em primeiro plano elementos com bandeiras e tambores
Com inscrição no verso, a lápis, de "Maceira-A.S."
Identifica-se Prostes da Fonseca em primeiro plano, ao centro
Com a seguinte inscrição (dactilografada no verso):
"Desportistas de tiro com o seu instrutor Capitão Hermillo Prostes da Fonseca, entre os quais figuram alguns classificados de mestres atiradores"
É hoje possível, mercê da investigação do ilustre maceirense Dr. Luciano Cristino, seguir os diversos titulares da propriedade conhecida por Quinta do Paraíso, ao longo dos séculos. Esta herdade, ou quinta, esteve e manteve-se intimamente ligada à instituição da paróquia de Maceira, em 1517.
Mas já antes do século XVI este local fora centro de exploração de tufo e outros materiais como matéria-prima para fabricação de metais e cimentos. Foi neste sítio que se encontraram escórias de ferro e restos de cimento branco e escuro do tempo dos romanos. Havia amplas condutas subterrâneas de água, com inclinação estudada, para mover moinhos ou azenhas aí existentes.
A água, proveniente da ribeira que passa pela Fonte do Rei e recolhe as águas do extenso vale iniciado próximo da Cerca, ao chegar à Quinta do Paraíso era dividida por essas condutas subterrâneas, semelhantes à que ainda hoje existe e leva a água até à cascata da Senhora da Barroquinha.
A história da Quinta do Paraíso nem sempre foi pacífica. De facto, em 1673 o Santo Ofício da Inquisição em Portugal levantou um processo de inquirição sobre as origens de ‘sangue puro’ (isto é, sem sangue judeu e, portanto, cristão-velho) de Bernarda Cerqueira, com 80 anos e viúva de Manuel Botelho, proprietários da Quinta de Maceira. Pela suspeita de ser cristã-nova, perdeu o direito de posse da quinta, arrestada pelo Santo Ofício.
Nos princípios do século XX, a Quinta do Paraíso foi adquirida pelo Senhor José de Sousa (o ‘Brasileiro’). Natural de Maceira (Pocariça) e filho de João de Sousa Padeiro e de Anna de Sousa Barbeiro, casou com Rosalia de Jesus, filha de Joaquim Coelho e de Eufrazia de Jesus, do lugar da Moita, freguesia de Pataias. Foi pai de numerosa família.
Dos filhos de José de Sousa, de recordar o Dr. Afonso de Sousa, conhecido advogado de Leiria e célebre guitarrista-poeta do fado de Coimbra, e Vergílio de Sousa, grande conhecedor da cultura maceirense e da sua História.
Nos finais do século XX, a Quinta do Paraíso perdeu o seu estatuto e foi desmantelada, terminando assim a História de longos séculos de polarização social e económica.